Bem vindos ao meu mundo louco, confuso, atrapalhado, porém cheio de sentimentos, muitas lembranças e alguns devaneios...
sexta-feira, 6 de setembro de 2013
Aquela Fotografia.
Ainda tenho guardada aquela fotografia, sabia?
E ela me traz tantas recordações,
Tantos os sentimentos bons.
E o nossos sonhos, lembra-se deles?
Aquele de cruzar o Brasil, talvez, o mundo, de carro,
Levando apenas algumas mochilas e nossa câmera fotográfica.
Na verdade ela sempre foi mais sua,
Você e sua paixão por fotos,
Dizia que elas em o poder de eternizar não só os momentos,
Mas, também, os sentimentos.
E você estava certa, sempre esteve...
Pois quando olho para aquela fotografia,
Sinto todas as mesmas sensações maravilhosas vividas naquele dia,
Até posso ouvir você perguntando, com um sorriso lindo no rosto:
Essa ficou boa?
Eu, sem dar nenhum valor, dizia apenas: ficou boa.
Não fui capaz de perceber a sua felicidade,
Não fui capaz de ver o quanto aquilo era importante pra você.
Ah, essa foto, jamais me cansarei de olha-la,
E, todas as vezes, a vejo de um modo diferente,
Com um sentimento diferente, um sorriso diferente,
O que nunca mudará é a lembrança daquele seu sorriso e de seus lindos olhos brilhando de felicidade.
Muitos daqueles sonhos ainda estão bem vivos em mim,
Aqueles mesmo que, um dia, falei serem bobos,
Pois é... Hoje eu faria de tudo para vivê-los com você,
Até mesmo aquele de dar volta ao mundo de carro,
Somente eu, você, algumas mochilas e sua, sim, sua câmera.
Lembro que eu apenas dei risada e te chamei de boba, disse ainda que era impossível.
Aquele outro sonho, o de ter uma casinha no campo
Só eu, você, nossos livros,
Talvez um ou dois cachorros.
Lembra o que eu disse?
- Cê tá louca? Não posso sair da cidade, não posso largar o emprego, e tem mais, viveríamos de que?
A sua resposta também tornou-se inesquecível para mim:
- Já temos o suficiente, nos viramos, não precisamos de tudo isso aqui. Viveríamos de felicidade, de amor.
- Ficou louca mesmo. Ninguém vive de amor!
AH! Como posso ter sido tão burro assim,
Demorei muito pra perceber que a vida não faz sentido sem esses sonhos “bobos”,
Demorei muito pra perceber que dá sim pra viver de amor, de felicidade.
Você é a prova disso,
Sempre acreditou em seus sonhos,
Por mais “bobos” que eles pareçam ser,
Sempre viveu de amor,
Sempre viveu de felicidade,
Eu, cego, nunca percebi.
Passo meus dias trancado num escritório,
Vivendo uma vida planejada, programada,
Sem cor, sem emoção, sem amor...
Desculpe por não ter acreditado em nossos sonhos.
Desde que você foi viver os seus sonhos,
Minha vida não tem mais aquela alegria,
E, todas as vezes que olho aquela fotografia,
Eu te imagino num lugar lindo, com sua mochila,
Sua câmera nas mãos, fotografando tudo,
Eternizando cada momento, cada sentimento,
Vejo você sorrindo e perguntando:
Essa ficou boa?
-Paulo Arruda.
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